"Quando suspirar não é o suficiente. É preciso sufocar-mo-nos uns aos outros para descobrir o real instante de paz.
E aquilo que se faz luz é d-espaço d-es-espero.
Não me espero. E me jogo, no abraço ao nada. Na saudade-angústia de um recusar imenso e frio.
Enquanto as mãos se despedem e pedem o silêncio, um suspiro doce de dor adormece meu sonho.
Já não há mais tempo, já não há mais vida. Naquela igreja calada e perversa, você.
Qual é o destino? Qual a razão? Na corrida do retorno. Em não aceitar o perdão. Desmedido de caráter antipoesia.
Esvoaça a liberdade após a guerra."
Danilo Roxette